Foram abertas as inscrições para o exame de seleção ao curso de  Mestrado Profissional em Análise e Gestão de Políticas Internacionais (MAPI) do Programa de Pós-Graduação do IRI/PUC-Rio que tem início no primeiro semestre de 2022. O programa foi criado para capacitar os seus alunos para o exercício profissional na área de Relações Internacionais: o currículo combina fundamentos conceituais e habilidades analíticas à prática profissional. Já o corpo docente combina sólida excelência acadêmica à experiência e liderança no mercado profissional.

No total, já contabilizam três anos de parceria do BRICS Policy Center, através do Mestrado Profissional em Análise e Gestão de Políticas Internacionais (MAPI), com a Universidade George Washington (GW)  e o Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais (IHEID). Durante esses anos, diversos alunos já foram selecionados pelo MAPI para cursarem a dupla intitulação, entre eles Anna BeckerGabriel Torres e Giulia Scortegagna, que descrevem na entrevista abaixo suas experiências com o programa até o momento atual:

 

Anna Becker

1 – Há quanto tempo você está em Genebra (IHEID)?

Comecei o mestrado em Setembro do ano passado mas só pude vir para Genebra no final de Março deste ano.

 

2 – Como você descreveria a sua experiência geral até agora?

Tem sido incrível! Cheguei no meio do semestre com muitas coisas acontecendo, mas consegui me envolver com iniciativas interessantes e conhecer pessoas dos lugares mais diversos. O IHEID é um lugar realmente internacional, com uma variedade de pessoas e pontos de vista que gera muita riqueza. E estar em Genebra também traz um componente à mais para a experiência, por ser uma cidade única em termos de desenvolvimento internacional.

 

3 – Que diferenças você vê na sua formação acadêmica a partir do mestrado com dupla titulação?

Primeiramente acredito que ter as duas experiências de formação já faz uma grande diferença. Trago para cá coisas que aprendi no MAPI, em outro contexto e a partir de outros pontos de vista. Além disso, ter duas titulações traz uma vantagem em alguns processos seletivos.

 

 

Gabriel Torres

1 – Há quanto tempo você está em George Washington (GW)?

Estou em Washington, DC, há cinco meses. Com um ano de duração, o “Master of International Studies”, da George Washington University, teve início em Agosto de 2021.

 

2 – Como você descreveria a sua experiência geral até agora?

A experiência de viver em Washington DC e cursar o mestrado na GWU tem sido extraordinária. A oportunidade de aprender junto a professores que são referências globais em suas áreas, além de colegas de turma com grande pluralidade de experiências e nacionalidades, é uma fonte de constante crescimento acadêmico, profissional, e pessoal. A cidade de Washington DC, além de sediar diversas organizações internacionais – e.g. PNUD, BID, FMI, Banco Mundial –, é um centro multicultural, vibrante, e com grande valor cultural, histórico, e político.

 

3 – Que diferenças você vê na sua formação acadêmica a partir do mestrado com dupla titulação?

A Elliott School of International Affairs oferece um amplo leque de matérias e especializações que permitem “complementar” o conteúdo desenvolvido no MAPI – em áreas como “saúde global”, “gênero e desenvolvimento”, ou “recursos naturais e meio-ambiente”. Assim, a dupla titulação permite aprofundar conhecimentos e refinar habilidades específicas, que podem representar importante diferencial para diversos tipos de organização – no meu caso, técnicas para monitoramento e avaliação de projetos de cooperação internacional e métodos de análise estatística, por exemplo. Além disso, revisitar conceitos e teorias a partir de novas perspectivas é um importante exercício de reflexão crítica.

 

 

Giulia Dabul

1 – Há quanto tempo você está em Genebra (IHEID)?

“Cheguei em Genebra no dia 17 de setembro (2021), e tô aqui há cerca de três meses. No MAPI eu comecei 2020, e fiz um ano e meio.”

 

2 – Como você descreveria a sua experiência geral até agora?

“Genebra não era desconhecido pra mim porque eu já tinha trabalhado na Missão Permanente do Brasil, então eu já tinha passado três meses aqui (em Genebra) em 2019. Aí em 2020, em janeiro, eu voltei para o Brasil e eu tava em um momento de procurar um mestrado. Aí eu me deparei com o MAPI, que alguns amigos já tinham feito e tinham gostado, e justamente o diferencial pra mim era não ser um Mestrado Acadêmico, porque eu queria algo focado para o mercado de trabalho, e não apenas ficar na Academia.

Eu aprendi muito no MAPI, foi um diferencial muito grande da experiência que eu tive na PUC, porque ele acaba concentrando os especialistas das áreas que se encontram no Brasil, então isso foi muito enriquecedor. Então várias coisas aconteceram na minha vida e eu acabei aplicando no mestrado pra onde? Em Genebra, claro. Eu achei a recepção de lá excelente, porque eu consegui conhecer as coordenações e pessoas que participam desses intercâmbios colaborativos. Eles estavam super à disposição pra ouvir se tivéssemos alguma dúvida com documentação ou qualquer coisa do tipo. Foi um suporte muito importante.

Algo muito interessante é que aqui em Genebra tem iniciativa de tudo, de Peacebuilding, Migração, Latino-Americano, que são iniciativas de estudantes para estudantes. O mês que eu cheguei aqui foi um mês só de eventos […] que acontecem a partir de orçamentos que a faculdade vai disponibilizando. […] São nesses momentos que a gente consegue conhecer as outras pessoas.”

 

3 – Que diferenças você vê na sua formação acadêmica a partir do mestrado com 

dupla titulação?

“Eu acho a metodologia da PUC muito parecida com a do Graduate. Achei isso muito interessante porque, vamos supor, (você tem) esse aprendizado mais ativo em que tem que ler antes e tem que estar preparado para a aula… Você chega mais pra debater e trocar ideia, e não é tão expositivo quanto no meio acadêmico. No final, a gente não faz só um artigo e “é isso”. Tem algumas matérias em que a gente até faz artigo, mas muitas vezes a gente tá colocando (as teorias) em prática.

Então, por exemplo, um projeto que eu fiz agora: era uma simulação para pensar em uma estratégia para resolver uma questão sobre um campo de refugiados na Síria para 70 mil pessoas. Isso eu acho muito interessante. E na PUC também não foi muito diferente, também fizemos simulações para resolução de conflitos.

E o diferencial de ter a dupla intitulação: eu acho que é uma forma facilitada de conseguir participar de um mestrado fora do Brasil, porque eu acho que mal ou bem acaba te dando um apoio maior. Não que vá garantir a sua vaga, mas pelo menos eu acho que é importante que você tenha alguém que esteja disposto a te auxiliar no processo. Com o convênio muitas vezes facilita com custos de estadia, o primeiro ano aqui em Genebra acaba tendo redução total pelo convênio da PUC, aplicando para a bolsa daqui. E isso já auxilia muito e abre muitas portas, principalmente em Genebra, onde os custos são elevados.

Facilita também porque muitas vezes as pessoas saem do Brasil, fazem o mestrado e aí voltam precisando passar por aquele processo para nacionalizar o diploma, e nesse caso (dupla intitulação) você já tem meio caminho andado (risos). Então até em uma questão burocrática ele auxilia.”

 

4- Se você pudesse dizer algo aos alunos que pensam em se inscrever no processo seletivo do MAPI, que conselhos você lhes daria?

“Eu acho que o que desanima no geral, nesses processos, é que eles parecem sonhos inalcançáveis, principalmente por uma questão de custo. Então a primeira coisa que eu diria é: tenta. Porque tentar não custa nada, e uma vez que você passa a gente sempre pode dar um jeito, porque as coisas fluem, a gente faz vaquinha com a família, vende alguma coisa, vende brigadeiro onde quer que for… Então são processos que ainda que sejam difíceis, são questões contornáveis, e aproveitar essa oportunidade da PUC que consegue facilitar na burocracia (do processo) e dar todo esse apoio, acho que é algo essencial. Então, assim, alcançar esses objetivos de se mudar, conhecer pessoas de outras nacionalidades, são coisas que não têm preço. Muitas pessoas falam que querem trabalhar na ONU, e eu sou uma delas (risos), então estar em um ambiente internacional já é metade da realização desse sonho. Resumindo: ter fé na missão e tentar.”

 

 

Durante o último processo seletivo, os seguintes alunos foram selecionados:

no IHEID foram:

  • Elis Castanheira
  • Luiza Macedo
  • Lucas Cicero
  • Tania Haisman

 

na GW foram:

  •  João Cadore

Sobre cada um dos mestrados:

  • Mestrado colaborativo MAPI / IHEID: o programa de mestrado colaborativo terá uma duração total de três anos, sendo o primeiro ano cursado no MAPI e o segundo e o terceiro ano cursados na instituição estrangeira. A dissertação do(a) aluno(a) será orientada conjuntamente por um(a) professor(a) do Graduate Institute e um(a) professor(a) do MAPI. No final do último ano, a dissertação deverá ser apresentada a uma banca organizada pelas duas instituições – à distância. Ao final do mestrado, tendo cumprido os créditos e tendo sua dissertação aprovada, o(a) aluno(a) receberá o diploma do MAPI e do Graduate Institute de Genebra.

 

  • Mestrado colaborativo MAPI / GW: o programa de mestrado colaborativo terá, aproximadamente, duração de três anos, sendo os dois primeiros anos cursados no MAPI e o último ano na George Washington University. A dissertação do(a) aluno(a) será orientada conjuntamente por um(a) professor(a) da George Washington e um(a) professor(a) do MAPI. No final do último semestre, a dissertação deverá ser apresentada a uma banca organizada pelas duas instituições – à distância. Ao final do mestrado, tendo cumprido os créditos e tendo sua dissertação aprovada, o(a) aluno(a) receberá o diploma do MAPI e da George Washington University.

 

Além disso, o MAPI possui as seguintes áreas de concentração:

 

  • Cooperação Internacional para o Desenvolvimento
  • Cooperação Internacional para o desenvolvimento
  • Comércio e Investimento Internacionais

 

  • Resolução de Conflitos Internacionais
  • Resolução de Conflitos e Mediação
  • Direitos Humanos e Proteção Humanitária

 

  • Política e Desenvolvimento na América Latina;
  • Política, Cultura e Cidadania na América Latina
 
 

As inscrições estão abertas até 21 de fevereiro de 2022. Para acesso a mais informações e edital, clique aqui.

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